300 x 250 Ad Space

Pages

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mercado imobiliário atinge ponto de equilíbrio, diz Secovi-SP

SÃO PAULO - O mercado imobiliário de São Paulo já atingiu o ponto de equilíbrio em volume de vendas e preço, de acordo com João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

A partir de agora, observa, o lançamento e as vendas de imóveis de luxo e os voltados para a classe média alta deverão permanecer estáveis, enquanto as unidades populares destinadas para a classe média continuam em destaque nas estatísticas. Entretanto, o executivo alerta que haverá necessidade de maior agilidade na liberação do crédito, por parte dos bancos, e desenvolvimento de tecnologias construtivas e estratégias de marketing para conquistar o público.

Pelos cálculos de Celso Petrucci, diretor do Departamento de Economia do Secovi, as vendas de imóveis na capital devem acompanhar o ritmo do PIB do País em 2011, crescendo 5%.

Depois da forte alta apurada no ano passado - com os indicadores chegando a descolar da inflação - Petrucci reafirma que os preços tendem a se estabilizar este ano. "Esperamos que essa relação preço/inflação volte a convergir".

Para 2011, Crestana espera ver mais investimentos de empresários, entidades do setor e governo na formação de mão de obra especializada. "Dessa forma, esse gargalo será solucionado, com a geração de mais empregos formais". Além do combate constante ao déficit habitacional, estimado hoje em 7 milhões de unidades, o mercado terá de atender a demanda vegetativa. Somente na cidade de São Paulo, são formadas 30 mil novas famílias por ano, observa a entidade.

Ao fazer um balanço da década, Crestana destaca que o ano passado consolidou o movimento de retomada iniciado após a superação dos efeitos da crise financeira internacional do final de 2008 e início de 2009, com os compradores mantendo o ritmo de compra e os empresários o de lançamentos. "O Brasil passa por um momento de consolidação do crédito imobiliário como negócio, e a poupança e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) apresentaram bons indicadores de incremento".

No cenário macroeconômico, a entidade reconhece que 2010 marcou a história do Brasil, e os empresários do setor imobiliário apostam na continuidade dos níveis de crescimento em 2011, com manutenção da política econômica atual pela nova equipe do Ministério da Fazenda e do Banco Central, mas com a adoção de medidas que reduzam os gastos públicos.

O debate com relação as novas fontes de recursos para a produção e aquisição de imóveis continua, apesar da abundância de crédito ainda registrada, diante da perspectiva de esgotamento dos recursos da poupança. "Acreditamos que serão investidos mais de R$ 65 bilhões de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)", ressalta a entidade, sobre as tendências para 2011.

Estoque

O escoamento de estoques no mercado imobiliário, tempo entre lançamento e a venda de um imóvel, está desacelerando em São Paulo, o que na avaliação do Secovi-SP, é um sinal de estabilização nos preços. O presidente da entidade, João Crestana, comenta que os lançamentos que foram mais ousados agora enfrentam dificuldade de venda. "Os lançamentos que antes se esgotavam em dois ou três meses agora estão levando de seis até sete meses para serem vendidos", disse o dirigente, durante encontro com a imprensa para fazer um balanço de 2010 e da década.

Segundo Crestana, os lançamentos voltados para a alta renda são os que têm a maior possibilidade de testar os limites de preço, e portanto, são os primeiros a mostrar sinais de que se atingiu o teto.

Apesar da alta de preços ter limitado os efeitos da política de escoamento de estoque adotada pelas empresas entre 2009 e 2010, essa estratégia também contribuiu para uma sensível redução de estoque de imóveis novos em construção na cidade de São Paulo, acrescenta a entidade.

Para Celso Petrucci, diretor do Departamento de Economia do Secovi, diante do atual cenário o valor do metro quadrado em São Paulo atingiu um patamar que provavelmente está próximo do equilíbrio. Conforme a entidade, a classe média puxou o aquecimento do setor em 2010, com a compra de unidades de dois dormitórios de 45 metros quadrados a 60 metros quadrados. Performance que é creditada, principalmente, à mobilidade social e ao programa "Minha Casa, Minha Vida".


Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economa+brasl,mercado-moblaro-atnge-ponto-de-equlbro--dz-secov-sp,not_50671,0.htm

0 comentários:

Postar um comentário